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Vacinação
Segunda Maio 21 , 2012
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Sex, 13 de Março de 2009 15:21

Vacinação

Todos os cães estão sujeitos a um grande numero de doenças, que se não prevenidas podem levar a morte. A prevenção é o melhor remédio, por isso a vacinação é tão importante. A vacinação começa com o cão ainda filhote, que é quando eles estão mais sujeitos às doenças, e vai até o cão idoso.
Um bom programa de vacinação vai conciliar a saúde do seu cão com as exigências sanitárias e epidemiológicas. Atualmente existe uma grande variedade de vacinas que protegem os cães de doenças específicas e até mesmo fatais e que devem ser ministradas pelo veterinário levando-se em conta a idade do cão e seu estado de saúde. 
As vacinas estimulam a produção dos anticorpos que combatem doenças específicas e criam uma "memória", obtida através de uma simulação do ataque, no sistema imunológico que acelera essa produção quando o organismo é de fato atacado pelo agente causador da doença. Uma das forma é usando apenas um pedaço do microorganismo causador (vacina inativada). Outra forma, utilizada quando a virose é mais devastadora, é o uso de vírus vivos, mas alterados e que não causam a doença (vacina de vírus atenuada).
Após a vacinação, o organismo passa 15 dias "desenvolvendo" essa "memória imunológica". Nos Bulldogs adultos, normalmente basta uma dose para que ela permaneça ativa por um período de cerca de 1 ano. Nos filhotes, no entanto, são necessárias re-aplicações (4 doses) para que a "memória" se estabeleça 100%.
Inicialmente os filhotes são protegidos pelos anticorpos contidos no colostro da mãe, cerca de 90% dos anticorpos serão transmitidos aos filhotes nas primeiras 24 horas de vida. Após a sexta semana é que, normalmente, começa o plano de vacinação, com a administração da primeira dose da vacina óctupla, que defende o organismo contra as seguintes doenças: 

- Cinomose: Enfermidade infecto contagiosa causada por vírus, quando infectado o animal apresenta em sua primeira fase febre, perda de apetite, corrimento ocular e nasal, na segunda fase podem haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles. Em alguns casos, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem reconhecer seu dono; Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda; por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior (‘descadeirado’). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida). É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
- Coronavirose: O vírus corona infecta preferencialmente o intestino e raramente se espalha, os sintomas mais comuns são: diarréia, vômito, perda de apetite, letargia e febre. A intensidade destes sintomas varia e nos animais mais jovens são bem mais sérios podendo levar à morte. O diagnóstico só é possível através de exames laboratoriais específicos, já que os sintomas assemelham-se a outras viroses.

Hepatite (adenovirose I): O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins. O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo, os sinais clínicos incluem febre, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, diarréia e, em uma pequena porcentagem de cães, uma alteração ocular denominada "olho azul" (edema da córnea), reversível na maioria dos casos. O tratamento é sintomático, e visa dar condições de reação ao organismo.

Adenovirose II: Animais infectados com adenovírus tipo 2 manifestam tonsilite (inflamação nas amídalas - tonsilas), laringite e faringite. O período de incubação da doença varia de oito a nove dias e a transmissão é extremamente rápida em animais susceptíveis. Em infecções complicadas, os animais apresentam congestão, estertores pulmonares e até pneumonia, principalmente quando ocorre uma infecção secundária pela Bordetella bronchiseptica.

Leptospiroses: É transmitida através da urina, água e alimentos contaminados pela bactéria leptospira. Os primeiros sintomas são anorexia, apatia, vômito e febre. Após as primeiras semanas de contágio, o animal passa a manifestar a icterícia, ou seja, evacua água quase preta, vomita fortemente e morre em 3 ou 4 dias. 

Parvovirose ou Enterite Canina Parvovira: Causada por um vírus que se combina com outros levando o organismo a passar por infecções A doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo e o animal se torna sonolento e sem apetite e pode apresentar vômitos, tosse e conjuntivite. Além do estômago, se inflamam também os intestinos, fígado e outros órgãos. Com a evolução da doença, os intestinos inflamam-se fortemente e também o coração é atingido, principalmente quando o cão é jovem, causando morte repentina devido à rápida evolução do quadro. Quando detectada a doença, o animal deve ser isolado de outros animais. O veterinário indica o tratamento e uma desinfetação do ambiente onde vive o animal também é aconselhável, devido à resistência do vírus.

Parainfluenza: É um dos agentes causadores da chamada "tosse dos canis". O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por 2 semanas e o prognóstico é bom. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.
Normalmente, junto com a última dose da vacina óctupla, é ministrada a vacina anti-rábica (Raiva: Doença infecciosa aguda e fatal, causada por um vírus que se alastra pelo sistema nervoso central e se multiplica nas glândulas de saliva), cujo efeito tem duração também de aproximadamente 1 ano.
Até completar todo o esquema de vacinação, é importante que não se exponha o filhote, por isso a recomendação de que este fique "de molho", em casa, até o fim das doses. Considera-se imunizado o cão somente após 15 dias da última aplicação da vacina. Antes de vacinar seu cão tenha certeza de que ele está saudável e sem parasitas, que não esteja tomando hormônios ou antibióticos

REAÇÕES À VACINA

As vacinas podem, assim como nos humanos, causas algumas reações nos cães. Algumas dessas reações "desaparecem" sozinhas:
- Menor atividade, febre e dor muscular (normalmente desaparecem 1 ou 2 dias após a vacinação)
- Pequeno nóldulo, erupções na pele ou queda alérgica de pêlos NO LOCAL da injeção.
- Desenvolvimento de sintomas da doença;
- Choque anafilático ou Convulsões (raríssimo)
- Reações alérgicas com inchaço do focinho, cabeças e garganta.

EXISTE UMA GRANDE DIFERENÇA ENTRE VANICAR E IMUNIZAR: 

Vacinar um animal é somente aplicar a vacina. Imunizar é outra, é fazer com que ele desenvolva defesas contra determinadas doenças. Se o animal não estiver "preparado" para receber essa vacina, ele será vacinado, mas não imunizado, e não desenvolverá as defesas necessárias. E isso pode ocorrer em inúmeras situações, das mais sérias (animal doente) às mais bobas. Por exemplo se o animal estiver tomando algum anti-alérgico à base de cortisona (ou mesmo passando - existem inúmeras pomadas e remédios de ouvido que tem cortisona), ou se estiver passando por um stress muito grande e/ou duradouro (o próprio organismo produz a cortisona), não teremos uma boa resposta à essa vacina, pois o corticóide é imuno-supressor (diminui as defesas).O cão pode estar doente, mas ainda sem sintomas visíveis ao leigo. 
Quando você vacina um animal doente, alem dele não criar defesas (induzidas pela vacina), pode ter sérias complicações com a vacinação. Imagine, então, a situação em que se vacinou o cão (doente) e a mesma não valeu, pelo cão ter sido incapaz de produzir anticorpos. O que acontece é que o cão ficará sem proteção por um ano, até a data em que deveria ser revacinado. E se esperarmos melhora/cura, e o vacinarmos, ele ficará sem proteção apenas pelo tempo em que esteve doente. Mas, quando estamos lidando com uma doença mais longa ou permanente, o ideal é melhorarmos um pouco o estado geral do cão e vaciná-lo. Porém, fazendo as vacinas separadamente (em vez de usar uma múltipla), com um intervalo grande entre cada uma delas. E preparando o organismo do cão para receber as vacinas.
Procure sempre o veterinário para a vacinação de seu animal. Toda vacinação implica numa avaliação anterior, para saber se o animal responderá à essa vacina. Não se trata de uma "consulta total, ou seja, se o cliente tem uma queixa de pele (por exemplo) e também quer vacinar o animal, essa consulta seria cobrada, independente da vacina. Mas é importante que o animal seja AVALIADO - temperatura, gânglios, olhos, ouvidos, dentes, auscultação, saber sobre urina, fezes, apetite, ânimo, etc. 
Por tudo isso, o cão deve ser vacinado apenas por um veterinário, pois só ele se responsabilizará pela vacina dada e poderá saber se o animal está apto a receber a vacina. Além disso, as vacinas encontradas em lojas, não são iguais às encontradas com os veterinários. Todos sabemos que os virus podem sofrer mutações ao longo do tempo, como uma tentativa de se adaptar e se desenvolver. Toda vez em que são lançadas novas vacinas, já baseadas nessa mutação viral, as antigas são disponibilizadas pelos laboratórios para as lojas; por isso podemos até encontrar hoje numa loja uma vacina que o animal tomou há 2 ou 3 anos atrás. Só que agora ela já não será mais tão eficaz. 
Outra coisa é a questão da responsabilidade. As vacinas tem que ficar sob refrigeração, entre 2 e 7 º C. Toda vez em que falta luz, por exemplo, a temperatura, mesmo com a geladeira fechada, ultrapassa essa marca em pouco mais de 15 minutos. Será que todos os lojistas providenciarão um isopor com bastante gelo para conservar as vacinas enquanto estiver faltando luz? Será que, quando ele descobrir que a temperatura da geladeira ultrapassou isso ele será capaz de jogar todas as vacinas do estoque no lixo? 
Também sabemos que a vacinação não é uma coisa totalmente inócua, então, mais um motivo para escolhermos uma vacina e um profissional que realmente se responsabilize pela vacinação. 

DICAS IMPORTANTES
- Não se deve acasalar os animais sem vacinação e a fêmea não deve engravidar nos 15 dias seguintes à vacinação.
-Uma ninhada de mãe não vacinada recebe menos anticorpos colostrais e por isso fica mais sensível às doenças.
-Filhotes criados em locais onde há muita circulação de pessoas (que podem carregar o vírus sem saber em roupas e sapatos) ou em locais onde houve recente virose, devem receber doses adicionais da vacina mais cedo. Para isso, consulte seu veterinário para saber a antecipação adequada ao seu caso.
- Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.
-Locais com muitos filhotes têm maior tendência a apresentar infecções respiratórias, como a Tosse dos Canis e a Parainfluenza. Pode ser feita uma prevenção com vacinação específica aos 50 dias.
-O ambiente é de importância fundamental. Caso tenha havido infestação no ambiente, os objetos devem ser queimados e o piso deve ser desinfetado com Cândida pura. Normalmente deve-se respeitar um período de quarentena, evitando trazer novo filhote que pode ser contaminado pelo vírus ainda no ambiente. Consulte seu veterinário para saber exatamente qual o período recomendável para a quarentena no seu caso específico.

Fonte: 
Revista Cães e Cia e
Coleção Nossos Amigos, os Cães
http://www.blacklab.com.br
http://www.homeopatiaveterinaria.com.br
http://www.pequenosanimais.com.br
http://www.vidadecao.com.br
Dra. Neísa Teixeira Lourenço: http://w3.powerline.com.br/neisavet

Gentilmente cedido por STORM BULLS
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